Estudos já mostraram que as telas do celular danificam e retardam a aprendizagem já em crianças de 2 anos ou mais. O efeito deve ser semelhante, em termos de danos, ao cérebro humano, que acaba agindo cada vez mais instintivamente, e menos reflexivamente, com menor capacidade de atenção, explosão de casos de TDAH e autismo. Agora, temos já a Era da Inteligência Artificial (IA), que tenta simular o cérebro humano (e aprende com ele), tornando-o, em certos casos, mais “preguiçoso”, por maior que seja a valia dessa tecnologia.
Este é um alerta: precisamos nos desligar um pouco – não totalmente – das telas. Até por nossa saúde mental, nosso “tempo de qualidade” com aquilo e aqueles que são mais importantes, abandonar nossos “avatares” como réplicas do que somos.
Não odeio a tecnologia, não quero quebrar as máquinas como Ned Ludd (do ludismo, movimento contra as novas tecnologias no início do século XIX na Inglaterra da Revolução Industrial). Mas, não estamos nos “maquinalizando”?
Se a IA nos imita, e ao nosso cérebro, não tendemos a imitar as máquinas e a IA, simbioticamente? E agir com mais frieza, menos paciência, atrás de aparências e respostas simplórias, pensar no aqui e agora.
Todas as coisas dependem de como são utilizadas. A tecnologia sempre foi o reflexo do ser humano: um lado bom e um lado mau.
Sobre “fugir” um pouco das telas… Acho que, quando for possível, quem sabe? Às vezes ela ajuda na distância geográfica, por exemplo. Na saudade. Humaniza. Informa (e desinforma). Conscientiza. Cada um precisa saber o seu “limite de telas”.
Elenir Alves é formada em Publicidade e Marketing. Editora-chefe da Revista Projeto AutoEstima e Assessora de Imprensa da Revista Conexão Literatura. Foi coeditora, juntamente de Ademir Pascale, do extinto fanzine TerrorZine – Minicontos de Terror. Foi coautora de diversos livros, entre eles “Draculea – o Livro Secreto dos Vampiros”, “Metamorfose – A Fúria dos Lobisomens” e “Zumbis – Quem disse que eles estão mortos?”, nas horas vagas adora escrever poemas e frases inspiradoras.
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