Foto: reprodução / Instagram @angelicaksy

Para a endocrinologista Alessandra Rascovski, a condição vai muito além das ondas de calor; ela traz consequências significativas para a saúde, afeta o equilíbrio hormonal e pode comprometer a fertilidade

Durante um evento na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, a apresentadora Angélica compartilhou uma experiência que reflete a realidade de muitas mulheres: ela entrou no climatério aos 43 anos — o que é considerado menopausa precoce. 

“Gabaritei todos os sintomas”, contou, referindo-se às ondas de calor, insônia, irritabilidade e oscilações emocionais. Ela também destacou como os filhos reagiram aos seus rompantes de humor: “Os depoimentos lá em casa são pesados. Às vezes eles entram na brincadeira, tiram onda comigo, me sacaneiam no almoço de família…”. Com bom humor, ela aconselha quem convive com mulheres nessa fase: “Respira fundo, não bate boca, não reclama. Vai passar.”

Angélica também fez questão de ressaltar o quanto ainda existe tabu em torno da menopausa. “Amigas diziam para eu não contar para o meu marido, como se entrar na menopausa significasse o fim da mulher. Me diziam: ‘Não fala nada, não conta que está com calor’. Há essa ideia de que a mulher, quando entra na menopausa, fica invisível”. 

O relato da apresentadora traz à tona um tema que merece atenção: o impacto da menopausa precoce na saúde física, mental e emocional das mulheres. E mais do que isso, evidencia a importância do acompanhamento médico e do cuidado com a saúde hormonal ao longo da vida.

Desafios da condição que afeta cada vez mais mulheres

A menopausa precoce tem afetado um número crescente de mulheres antes dos 50 anos. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), esse quadro atinge uma em cada 100 mulheres antes dos 40 anos e uma em cada 1.000 antes dos 30 anos. 

Esse avanço é preocupante, já que a condição traz diversas implicações para a saúde, além de, muitas vezes, dificultar o sonho de mulheres que querem engravidar mais tarde – tendência que vem acontecendo com frequência. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2020, a idade média para maternidade era de 27,7 anos e em 2070 pode chegar a 31,3 anos.

Para Alessandra Rascovski, endocrinologista e diretora clínica da Atma Soma, muitas mulheres passam a se preocupar com a menopausa somente quando os sintomas batem à porta. “Muitas não se atentam para a questão hormonal e, ao colocarem em prática o projeto de ter filhos, acabam se surpreendendo com a dificuldade gerada pela queda na produção de óvulos”.

Menopausa e menopausa precoce: existe diferença?

A menopausa precoce tem a mesma definição da menopausa comum: é caracterizada pela redução da função ovariana e, consequentemente, pela queda da produção de estrógeno. “O que diferencia a menopausa comum em relação à precoce é somente o corte de idade”, ressalta Alessandra.

Segundo a especialista, em relação aos sintomas, a lista de indicativos também é semelhante. “Além da interrupção da menstruação, incluem-se ondas de calor, suores noturnos, secura vaginal, diminuição da libido, dor nas articulações, cansaço muscular, irritabilidade, falhas na memória, ansiedade, entre outros”.

A diretora clínica explica ainda que, apesar de existir a crença de que quem menstrua mais jovem acaba entrando na menopausa mais cedo, estudos mostram que a idade da menarca em relação à menopausa é consideravelmente menos relevante. “Há outros pontos envolvidos na ocorrência da condição precoce, como doenças autoimunes, cirurgias, tratamentos contra o câncer, como quimioterapia, questões ambientais, estilo de vida, infecções virais e disruptores endócrinos – substâncias presentes em plásticos, agrotóxicos, aromatizantes, corantes e conservantes”. 

O histórico familiar também deve ser considerado. “Se a mãe teve uma menopausa precoce ou tardia, há uma maior probabilidade de a filha seguir o mesmo padrão”, destaca a médica. Ela ressalta ainda que a genética desempenha um papel significativo na longevidade da função ovariana, que está diretamente ligada ao que é herdado da mãe.

Para além disso, existe ainda uma diferença entre menopausa precoce e menopausa prematura. “De forma respectiva, uma acontece abaixo dos 45 anos, enquanto a outra é considerada quando ocorre antes dos 40 anos”, explica a endocrinologista, que relata um caso vivido em seu consultório: “Já tive uma paciente entrando na menopausa prematura com 28 anos”. 

Segundo Alessandra, esses são casos em que a reposição hormonal é mais do que indicada, pois seus reflexos serão mais duradouros, principalmente ao levar em consideração que hoje a expectativa de vida é mais alta. 


Sobre a Atma Soma

Liderada pela endocrinologista Alessandra Rascovski, a Atma Soma tem foco na prática da medicina de soma, unindo várias especialidades em prol dos pacientes, respeitando a sua individualidade e oferecendo a ele uma vida longa e autônoma.

A clínica conta com um time de médicos e profissionais assistenciais de diversas áreas como endocrinologia, urologia, ginecologia, nutrição, gastroenterologia, geriatria, dermatologia, estética, medicina oriental e ayurveda, com olhar dedicado à prática do cuidado focado no eixo neurocognitivo, metabólico e hormonal.

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