Especialistas apontam a importância de conexões sociais profundas como parte do bem-estar físico e emocional

Por muito tempo, o bem-estar foi entendido a partir de dois pilares: saúde física e mental. Hoje, especialistas ampliam essa leitura ao incluir a chamada saúde social, que envolve a capacidade de construir e sustentar relações significativas e influencia diretamente tanto o equilíbrio emocional quanto o próprio funcionamento do corpo.

“Não se trata apenas de estar cercado de pessoas, mas de vivenciar vínculos que promovam pertencimento, apoio e troca genuína”, afirma a psicóloga Rozane Fialho, CEO da Rede Psicoterapia.

A crescente atenção ao tema acompanha mudanças no comportamento social, como o uso de redes sociais como nova forma de convivência que, embora amplie as possibilidades de interação, nem sempre resulta em conexões profundas e pode intensificar a sensação de isolamento, mesmo entre pessoas constantemente conectadas. 

Apesar da hiperconectividade, a especialista aponta que relações mediadas por redes sociais não substituem interações presenciais. “Interações espontâneas envolvem elementos fundamentais para a construção de vínculos, como empatia e linguagem não verbal. Já as relações digitais tendem a ser mais superficiais e podem intensificar comparações e sensação de inadequação”, afirma.

Os impactos da solidão vão muito além da esfera emocional. “Quando crônica, ela está associada ao aumento de ansiedade, depressão e sensação de vazio, mas também a alterações físicas relevantes, como elevação do estresse, prejuízos no sono e até maior risco de doenças cardiovasculares”, afirma.

O tema ganha ainda mais relevância entre jovens que deixam a casa dos pais para estudar em outras cidades, um movimento cada vez mais comum no Brasil. Segundo a psicóloga, essa fase envolve uma ruptura importante na estrutura emocional. 

“Ao sair de casa, o jovem perde uma rede de apoio já estabelecida e precisa reconstruir vínculos do zero. Existe uma ideia equivocada de que ser autônomo é dar conta de tudo sozinho. Mas, na prática, a autonomia saudável inclui a capacidade de construir e sustentar relações”, diz Fialho. 

Nesse contexto, ambientes que favorecem convivência presencial podem facilitar a criação de vínculos, especialmente entre pessoas na mesma fase da vida. É o caso de residenciais estudantis com gestão profissional, que oferecem não apenas quartos individuais ou compartilhados, mas também áreas comuns planejadas para uso coletivo, espaços de convivência e rotinas que incentivam a interação entre moradores.

“A vida no residencial permite que o estudante veja aquele espaço como mais do que um quarto. Ele se torna ponto de encontro, de troca de experiências e de cultura”, conta Juliana Onias, gerente regional de operações da Share Student Living, que em parceria com a Rede Psicoterapia oferece consultas com valor 77% menor em referência ao valor da tabela do Conselho Federal de Psicologia para os moradores. “Nas semanas de prova, por exemplo, as salas de estudo ficam cheias. Os alunos se organizam em grupo, revisam conteúdos juntos e criam uma dinâmica de colaboração que favorece conexões profundas”, diz.

Entre os sinais de que a solidão pode estar afetando a saúde estão sensação de desconexão, dificuldade de criar vínculos próximos, alterações no sono e uso excessivo de redes sociais sem sensação real de pertencimento. “É importante entender que solidão não é ausência de pessoas, mas ausência de conexão significativa”, diz Fialho.

As estratégias para reverter o quadro são investir intencionalmente em relações significativas, manter vínculos anteriores enquanto constrói novos, criar rotinas que favoreçam convivência e desenvolver espaços seguros de troca.

“Na Share, a convivência não é tratada como um elemento acessório, mas como parte da experiência de morar. A ideia não é impor interação, mas criar oportunidades para que ela aconteça de forma espontânea ao longo da rotina”, aponta Onias. “Pertencer não anula a autonomia. Pelo contrário, a sustenta”, complementa Fialho.

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