Lígia e Leandro durante cerimônia de casamento. (Fonte: Divulgação Rede D’Or)

Cerimônia foi realizada no Hospital São Luiz São Bernardo, da Rede D’Or, com a presença de familiares e da equipe assistencial

O que era simplesmente um ambiente hospitalar ganhou novos significados e se transformou em cenário de muito amor e coragem renovada. O Hospital São Luiz São Bernardo, da Rede D’Or, no ABC paulista, foi palco de um momento único: o casamento religioso da pedagoga Ligia de Souza Caffaro, de 41 anos, paciente em tratamento contra um câncer de pâncreas.

Internada desde março, Ligia enfrenta um quadro clínico delicado, com indicação de uma cirurgia de grande porte, considerada decisiva para a definição dos próximos passos do tratamento. Diante da complexidade do caso e das incertezas do prognóstico, ela fez uma escolha simbólica: antes de qualquer procedimento, decidiu viver um sonho antigo, de oficializar, no religioso, a união de 15 anos com o companheiro, Leandro Iannelli.

“Fui pega de surpresa com o diagnóstico, um baque muito grande. Sempre tive o sonho de casar no religioso e decidi que queria viver esse momento agora, ao lado da minha família”, afirmou Ligia.

O desejo, compartilhado de forma simples com a equipe assistencial, rapidamente mobilizou profissionais de diferentes áreas. O hospital organizou uma força-tarefa para viabilizar a cerimônia, respeitando todas as condições clínicas e de segurança da paciente.

O espaço foi adaptado para receber o rito católico, com decoração, tapete vermelho e até uma banda formada por profissionais da unidade, um gesto que traduziu, em música, o cuidado e o envolvimento de todos.

“Temos um programa de humanização chamado ‘O que importa para você’ e, quando ela compartilhou esse desejo, nos organizamos para tornar possível em poucos dias. Mesmo diante do cenário clínico, era evidente o quanto ela estava feliz e engajada com esse momento”, destacou a médica Silvia Ramos.

Mesmo fragilizada, Ligia se preparou para o momento com acompanhamento da equipe multidisciplinar, incluindo fisioterapia, para garantir sua participação. Realizado na última sexta-feira (24), o casamento reuniu cerca de 30 pessoas, entre familiares, amigos próximos e profissionais de saúde, muitos deles presentes não apenas como cuidadores, mas como testemunhas de uma história marcada por afeto e resiliência.

“Mais do que tratar a doença, nosso compromisso é cuidar das pessoas em sua integralidade. Atender a um desejo como esse faz parte de um modelo assistencial que valoriza a escuta e o que realmente importa para o paciente”, destaca Claudilene Battistin, diretora geral da unidade.

Moradora de São Bernardo do Campo, Ligia é mãe de três filhas, de 4, 13 e 19 anos. O diagnóstico, recebido em setembro do ano passado, mudou completamente sua rotina. Mesmo com histórico familiar, a suspeita inicial não era de um quadro grave.

Com a persistência dos sintomas, ela procurou o pronto-socorro do Hospital São Luiz São Bernardo, onde exames de imagem identificaram o tumor, dando início à investigação e, posteriormente, ao tratamento.

“O tempo é o que temos de mais valioso. Aproveitar cada minuto para estar junto das pessoas que amamos é muito importante. O coração está apertado, mas com muita alegria”, destacou o noivo.

Noivos com a família. (Fonte: Divulgação Rede D’Or)

Noivos com a equipe assistencial. (Fonte: Divulgação Rede D’Or)

Câncer de pâncreas

O câncer de pâncreas é considerado um dos tumores mais agressivos, em grande parte por apresentar poucos sintomas nas fases iniciais, o que dificulta o diagnóstico precoce. Entre os sinais mais comuns estão dor abdominal, perda de peso, icterícia (pele e olhos amarelados) e alterações digestivas. O órgão tem papel fundamental na digestão e na produção de hormônios importantes para o organismo.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), esse tipo de tumor representa de 1% a 2% dos casos diagnosticados no país, mas responde por cerca de 5% das mortes por câncer, principalmente devido à rápida progressão da doença e ao diagnóstico tardio. O tratamento pode envolver cirurgia, quimioterapia e radioterapia, a depender de cada caso.

Para a equipe da unidade, a cerimônia deixou um legado que vai além da assistência. “Foi um momento de muita emoção para todos nós. Participar da realização de um sonho em meio a um contexto tão delicado reforça o sentido do nosso trabalho”, complementou Silvia Ramos.

Inaugurado pela Rede D’Or em novembro, o Hospital São Luiz São Bernardo amplia a estrutura do tradicional Hospital Assunção, agora cinco vezes maior. A unidade conta com pronto-socorro completo, fluxos assistenciais modernos e serviços de alta complexidade, como Hemodinâmica, cirurgia robótica e Centro de Diagnósticos, aliados à tecnologia de ponta e cuidado humanizado.

Sobre a Rede D’Or

Maior empresa de saúde da América Latina, com presença em 13 estados brasileiros e no Distrito Federal, a Rede D’Or tem foco em atendimento humanizado, qualificação da equipe, adoção de novas tecnologias, sendo referência em gestão hospitalar e na prestação de serviços médicos. Fundada em 1977, no Rio de Janeiro, a Rede D’Or conta com 79 hospitais, 55 clínicas oncológicas, serviços complementares, e investe em inovação e pesquisa clínica, por meio do IDOR – Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino.

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