Descubra conosco os sabores genuínos e autênticos da nossa terra, uma das regiões do sul da Itália, a ponta da bota: a Calábria, onde a terra e o mar se fundem e dão vida a uma tradição culinária histórica. Nesta seção, vamos apresentar os sabores intensos que nos acompanham desde sempre e que amamos. Vamos embarcar em uma viagem culinária para descobrir as maravilhas gastronômicas que esta terra fascinante tem a oferecer.

As zeppole calabresas, conhecidas no dialeto local como “zippuli”, são bolinhos de massa fermentada fritos em óleo quente, com forma arredondada ou alongada. Este prato tradicional é um símbolo do Natal na Calábria e no sul da Itália, consumido especialmente na véspera de Natal, uma tradição que remonta a tempos antigos.

No passado, principalmente nas áreas mais remotas do interior calabrês, as famílias produziam o que consumiam. Durante o dia da véspera de Natal, era tradicional jejuar, mas as zeppole eram consumidas no almoço e em momentos de pausa enquanto se preparavam os pratos para o jantar. Essa tradição se mantém até hoje. As zeppole de Natal, feitas com batatas, farinha e fermento, são fritas e consumidas durante as festas. Podem ser simples ou recheadas com: anchovas, ‘nduja (um embutido típico calabrês), bacalhau ou peixe seco, mas não devem ser confundidas com as versões doces, que incluem açúcar, mel e passas.

Também durante outras festividades como Páscoa e Carnaval, ou em festas de verão, as zeppole são preparadas e consumidas como símbolo de celebração e tradição.

INGREDIENTES

*500g de batatas

*1kg de farinha 00

*1 cubo de levedura de cerveja

*Água morna

*30g de sal

2L de óleo de girassol

PREPARO

Cozinhe as batatas, descasque-as e amasse-as. Coloque-as em uma tigela grande.

Adicione o sal e comece a incorporar a farinha, amassando. Esses passos podem ser invertidos.

Dissolva a levadura de serveja em água morna e adicione à massa pouco a pouco (a quantidade de água depende do quanto a massa irá absorver; deve ficar bem macia).

Trabalhe a massa vigorosamente até que fique elástica. Cubra-a com panos ou cobertores e deixe-a em um local quente por pelo menos duas horas.

Quando a massa estiver crescida, unte as mãos com óleo, molde bolinhas ou roscas e frite-as em óleo quente.

As zeppole também podem ser recheadas de várias maneiras: anchovas, nduja (embutido típico), provolone, bacalhau, e assim por diante. Para recheá-las, basta colocar um pedacinho do recheio na massa e formar uma bolinha.

E voilà, bom apetite! Desejamos a você um maravilhoso Natal e um feliz Ano Novo!

MINI COLUNA: “CURIOSIDADES SOBRE OS INGREDIENTES  levedura de cerveja”

A levedura de cerveja, Saccharomyces cerevisiae, é um fungo unicelular utilizado há milênios, com registros de seu uso no antigo Egito, há cerca de 4.000 anos. Os egípcios descobriram que ao fermentar suco de uva e pão, surgia uma substância que fazia a massa crescer e produzia álcool, embora não compreendessem totalmente o mecanismo biológico.

Na Idade Média, os monges aperfeiçoaram a produção de cerveja, mas o conhecimento científico sobre o fermento permaneceu limitado.

Em 1680, o microscopista holandês Antonie van Leeuwenhoek observou, por meio de um microscópio, os organismos vivos responsáveis pela fermentação, mas não os conectou ao fermento. A verdadeira descoberta ocorreu no século XIX, quando Louis Pasteur, em 1857, demonstrou que a fermentação alcoólica era causada por microrganismos, lançando as bases da microbiologia.

Hoje, a levedura de cerveja  é essencial para a fermentação de massas de pão, pizza e doces, disponível em formas frescas ou secas. Além disso, é rico em nutrientes e, às vezes, usado como suplemento alimentar. Sua descoberta e uso tiveram um impacto crucial na evolução da gastronomia e na indústria alimentícia, permitindo a criação de muitos alimentos tradicionais.

Quem Somos

Primos, cresceram juntos, companheiros de aventuras e com uma paixão pela vida e pela cozinha.

Antonio Di Bianco: 1993, psicólogo clínico com mestrado em recursos humanos. Fala quatro idiomas: italiano, inglês, espanhol e português. Já visitou vários países, criando conexões e encontrando inspiração para escrever o livro “Que Sejam Olhos Novos”. Uma coleção de poesias corajosas publicada também no Brasil há alguns meses. É apaixonado por culturas, viagens, astronomia, canto e arte.

Cristiana Caccamo: 1995, estudou inglês e espanhol, mas sua devoção pela cozinha e pela comida a levou a trabalhar em cozinhas de alto nível, em vários restaurantes estrelados no guia Michelin. Começando pelos pratos principais e entradas, especializou-se em confeitaria, tornando-se chef de confeitaria. Adora viajar, descobrir culturas e curiosidades sobre as cozinhas do mundo, além de desenho, cerâmica e crochê.

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