Fundada em 2005 e formalizada em 2008, a ONG Cão Sem Dono nasceu de um sonho de seu presidente, Rafael Miranda: retirar cães das ruas, oferecer tratamento digno e integrá-los a famílias amorosas. Quase duas décadas depois, a instituição mantém mais de 400 animais sob cuidados constantes, com acompanhamento veterinário, alimentação de qualidade e a atenção de voluntários engajados. Além das feiras de adoção, que aproximam os animais de novos lares, a ONG também promove ações sociais, bazares e campanhas de arrecadação para manter suas atividades. Conversamos om Rafael Miranda sobre os desafios, conquistas e formas de colaborar com essa causa que salva vidas todos os dias.

Entrevista:

Revista Projeto AutoEstima: Rafael, como surgiu a ideia de criar a ONG Cão Sem Dono e quais foram os maiores desafios no início da caminhada?

Rafael Rodriguez Miranda – Divulgação

Rafael Miranda: Desde muito pequeno já via animais perdidos nas ruas e isso me incomodava bastante. Alguns pegava e levava para minha casa, depois saía de porta em porta oferecendo se alguém gostaria de adotar. Muitas vezes tinha sucesso nessa empreitada. Minha família, que também gosta de bicho, sempre apoiou isso.

Depois, a coisa foi crescendo. Acabei pegando mais animais que minha casa comportava e aluguei uma casa só para eles, que logo ficou pequena também, e foi quando surgiu a ideia de criar uma ONG específica. Me reuni com amigos que apoiaram a iniciativa e me ajudaram, e foi quando surgiu a Cão Sem Dono, que hoje ocupa um sítio em Itapecerica da Serra, SP, com 20 mil metros quadrados.

Claro que chegar até o que nos tornamos foi um desafio enorme, principalmente com a falta de recursos, esse o grande desafio para quem atua no terceiro setor.

Revista Projeto AutoEstima: Hoje a ONG cuida de mais de 400 cães. Como é a rotina diária para manter todos esses animais bem alimentados, saudáveis e acolhidos?

Rafael Miranda: Na verdade é uma loucura. Cada dia um problema diferente, sempre somado à falta de recursos financeiros. Felizmente tenho uma equipe empenhada em buscar o que é melhor para cada animalzinho resgatado. Há um pessoal que cuida de procurar bons lares para eles, outros que atuam nos cuidados veterinários e os que atuam nos bastidores buscando alimento e captando recursos.
Mas, importante dizer que todos os dias o principal é buscar lares para nossos resgatados.

Mutirão de atendimento veterinário – Foto divulgação

Revista Projeto AutoEstima: Quais são as principais fontes de recursos para manter a ONG em funcionamento e quais as maiores dificuldades financeiras que enfrentam atualmente?

Rafael Miranda: Captar recursos para a ONG é uma luta diária. Realizamos bazares permanentes, rifas e temos uma equipe que busca padrinhos e madrinhas para nossos resgatados, onde as pessoas adotam virtualmente os animais com valores diversos mensais.
Também passamos mensagens para os amigos quando a coisa aperta demais.

Revista Projeto AutoEstima: As feiras de adoção são uma das grandes iniciativas da ONG. Como é a preparação desses eventos e quais resultados mais emocionantes vocês já vivenciaram?

Garoto, 11 anos esperando um lar. Ele tem 13 anos.

Rafael Miranda: Sempre realizamos eventos de adoção, desde o comecinho de nosso trabalho. Atualmente realizamos eventos todas as semanas em Pet Shops, Shoppings e grandes lojas, como as Casas Bahia da Marginal, a maior loja de departamento deles.
Todo evento é emocionante quando você doa um cãozinho. Um que me marcou demais e a toda minha equipe foi realizado há três anos em frente ao Shopping Plaza Sul em São Paulo. Doamos nesse dia mais de 20 cães. Um sucesso inesquecível.

Revista Projeto AutoEstima: De que forma o trabalho dos voluntários impacta diretamente no dia a dia da ONG e como as pessoas interessadas podem se engajar?

Rafael Miranda: Voluntariado é algo que toda ONG precisa sempre, pois além de ajudarem com trabalho em geral – principalmente nas feiras de adoção – ajudam a divulgar o nosso trabalho e também nossos animais para adoção. Para quem quiser ser voluntário, basta acessar nosso site: www.caosemdono.com.br

Revista Projeto AutoEstima: Além da adoção, que outras maneiras as pessoas têm para ajudar a ONG, mesmo que não tenham disponibilidade de tempo para o voluntariado?

Rafael Miranda: Sempre pedimos para ajudarem a divulgar nosso trabalho e nossos animais. Isso é importante para eles, os cães que resgatamos. Doações de ração, remédios, coisas para o nosso bazar e dinheiro são bem-vindos sempre também.

Revista Projeto AutoEstima: A ONG possui uma clínica veterinária popular no Jabaquara. Qual é a importância desse projeto e como ele contribui para a causa animal?

Rubi – Foto divulgação

Rafael Miranda: Há muitos anos trabalhamos com a ideia de que todo animal precisa de um bom atendimento veterinário, por isso criamos a clínica. Lá, quem pode pagar, ajuda quem não pode custear o tratamento de um animalzinho, seja ele resgatado ou de pessoas em condições de vulnerabilidade social.

Revista Projeto AutoEstima: Quais histórias marcantes de resgate e adoção você poderia compartilhar conosco, que simbolizem o impacto da ONG na vida dos animais e das famílias?

Rafael Miranda: Várias são as histórias que nos impactam, principalmente quando você lida com vidas. Uma das mais marcantes foi o do cãozinho Marvin, que resgatamos na rodovia Régis Bittencourt em São Paulo. Gastamos na época mais de 20 mil reais com ele, que tinha sido atropelado. Acabou perdendo as duas patinhas anteriores que precisaram ser amputadas.

Depois de um tempo, recebemos uma mensagem de uma pessoa lá de Mossoró, RN, querendo adotá-lo. A pessoa disse que Deus disse em sonho para ele ficar com o Marvin.

Depois de entrevistas e troca de mensagens, a pessoa viajou veio de lá para São Paulo e levou o Marvin, que fez muito sucesso nas redes sociais. Hoje, infelizmente, Marvin não está mais entre nós, mas viveu alguns bons anos recebendo muito amor e carinho. Nas redes sociais é o @marvin_superacao.

Foto divulgação

Revista Projeto AutoEstima: Quais são os próximos sonhos e projetos da Cão Sem Dono e o que você espera para o futuro da ONG nos próximos anos?

Rafael Miranda: Além de resgatar animais e encontrar bons lares para eles, realizamos mutirões de atendimento veterinário gratuito para a população de baixa renda. Também estamos intensificando palestras em escolas e para 2026 vamos aumentar esse calendário.
Claro que temos muitos outros sonhos e desejos, como trocar nossa frota de veículos, melhorar nossa clínica com outros equipamentos, entre outros, mas isso é algo que vamos aos poucos batalhando.

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