
Lançamento da Vestígio resgata a força dos laços de amizade como alternativa legítima às estruturas tradicionais de afeto
Em um tempo marcado pela solidão crescente e pela crise dos vínculos sociais, a jornalista norte-americana Rhaina Cohen propõe uma revolução silenciosa: reorganizar a vida afetiva a partir da amizade. A vida é melhor com amigos: O que a ciência e a vida real dizem sobre a família que escolhemos chega às livrarias brasileiras em maio de 2025 pela Editora Vestígio, com tradução de Renato Marques. O livro lança luz sobre parcerias de amizade que, longe dos moldes românticos e sexuais, oferecem suporte emocional, segurança e sentido de pertencimento tão profundos quanto casamentos tradicionais.
Com base em entrevistas com cerca de setenta pessoas e ampla pesquisa histórica e sociológica, Cohen expõe um fenômeno pouco reconhecido: amizades que assumem lugar central na vida de seus participantes, moldando decisões, projetos de vida e redes de apoio em todas as fases da existência. “Amigos que viram um nós” — é assim que a autora descreve os vínculos que desafiam o chamado “casamento obrigatório”, a norma social que estabelece o par romântico como o único modelo legítimo de parceria adulta.
O conceito, que ecoa a ideia da “heterossexualidade compulsória” formulada por Adrienne Rich, é o fio condutor da crítica de Cohen. Ela aponta como a cultura ocidental valoriza desproporcionalmente os relacionamentos românticos — especialmente heterossexuais e monogâmicos — e relega as amizades a um papel de coadjuvantes emocionais. Essa hierarquização não apenas molda expectativas sociais e culturais, mas também se reflete em políticas públicas, como a extensão de benefícios legais apenas a cônjuges, ignorando vínculos platônicos profundos.
A autora evidencia, com dados, a transformação silenciosa das formas de convivência: apenas metade dos adultos entre 25 e 54 anos nos Estados Unidos está atualmente casada, enquanto cresce o número de solteiros e pessoas que optam por redes alternativas de apoio. Paralelamente, o país vive o que especialistas chamam de “recessão da amizade”, com índices alarmantes de solidão e uma diminuição drástica das redes de amizade próximas — fatores que impactam diretamente a saúde física e mental.
Além de retratar histórias emocionantes — como a de amigos que coparentalizam filhos, cuidam uns dos outros em doenças graves ou compram imóveis juntos — Cohen também revisita práticas históricas para mostrar que a separação rígida entre amizade e casamento é recente. Ela resgata, por exemplo, rituais como a adelfopoiese — uma cerimônia religiosa bizantina em que dois amigos eram oficialmente unidos como “irmãos espirituais” — e contratos de irmandade na Europa medieval, revelando que, por séculos, amizades comprometidas foram reconhecidas, celebradas e institucionalizadas socialmente.
Sem desmerecer o valor dos relacionamentos românticos, A vida é melhor com amigos propõe expandir o imaginário relacional: abrir espaço para múltiplas formas de afeto e reconhecimento, sem hierarquias pré-estabelecidas. A autora insiste que o objetivo não é substituir normas existentes por novas obrigações, nem fazer com que o leitor pensa que precisa escolher entre a amizade e o casamento, mas ampliar a dignidade e a legitimidade das escolhas afetivas que já existem — muitas vezes, invisibilizadas.
O livro foi saudado pela crítica internacional como uma obra sensível e revolucionária. Personalidades como Trevor Noah, Lori Gottlieb e Anne Helen Petersen elogiaram a capacidade de Cohen de dar forma e visibilidade a relações que sustentam vidas, mas que frequentemente escapam das narrativas convencionais sobre o que significa “amar e ser amado”.

Sobre a autora
Rhaina Cohen é jornalista e escritora, com foco em temas de relacionamento, psicologia social e estruturas alternativas de convivência. Formada pela Universidade Harvard, Cohen atua como produtora e repórter na NPR (National Public Radio), onde trabalha em projetos que exploram as dinâmicas humanas e as complexidades dos vínculos sociais. Seu trabalho é conhecido pela profundidade investigativa e pela habilidade de desafiar normas culturais sobre amizade, romance e compromisso.
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Elenir Alves é formada em Publicidade e Marketing. Editora-chefe da Revista Projeto AutoEstima e Assessora de Imprensa da Revista Conexão Literatura. Foi coeditora, juntamente de Ademir Pascale, do extinto fanzine TerrorZine – Minicontos de Terror. Foi coautora de diversos livros, entre eles “Draculea – o Livro Secreto dos Vampiros”, “Metamorfose – A Fúria dos Lobisomens” e “Zumbis – Quem disse que eles estão mortos?”, nas horas vagas adora escrever poemas e frases inspiradoras.
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