Assista ao trailer: https://youtu.be/t6qKaihaXxI

Com direção de George Walker Torres, a produção chega aos cinemas no dia 9 de abril com distribuição da Olhar Filmes. Longa rendeu o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante para Julia Stockler no Sevilla Indie Film Festival, na Espanha

Olhar Filmes divulgou o cartaz e o trailer oficiais de “A Mulher Que Chora”, dirigido por George Walker Torres.  

Destaque no Sevilla Indie Film Festival, em que levou o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante em Longa-Metragem para Julia Stockler e o Prêmio Bronze de Melhor Filme, o longa-metragem combina drama psicológico e suspense em uma atmosfera misteriosa e uma narrativa que explora a solidão, alienação, perdas e conflitos. 

Produzido pela Grafo Audiovisual, o filme apresenta o olhar de Miguel (Zayan Medeiros), um garoto de sete anos, que vive em uma casa antiga com três gerações de mulheres. Uma delas é a sua mãe, Elena (Julia Stockler), que, à deriva com o trauma do divórcio, se distancia do menino, que por sua vez se refugia em Carmen (Samantha Castillo). Ela é uma enigmática imigrante venezuelana, que deixou seu filho no país natal e trabalha como empregada doméstica para a família brasileira, se tornando uma figura materna para o jovem. O vínculo íntimo e inusitado entre os dois aciona o mundo interior de Miguel, apresentado-o a um universo em que o real e o imaginário se cruzam. 

“É um filme delicado, um drama contado de forma poética e obscura. A atmosfera de mistério e suspense traz uma tensão constante, promovendo reflexões sociais por meio do olhar inocente e questionador de uma criança”, comenta o diretor George Walker Torres, que também assina o roteiro da produção. 

Carmem conta diversas histórias a Miguel, que escuta com muita atenção. Entre elas está a história da ‘mulher que chora’, uma das mais famosas lendas do folclore-latino. Após ser abandonada pelo marido, uma mulher, em um acesso de desespero e vingança, afoga os próprios filhos em um rio. Queimada viva após o acontecimento, ela se transforma em um fantasma errante em busca desesperada por sua prole. 

A história intriga e emociona o garoto, virando uma obsessão quando descobre uma velha mulher sem-teto vivendo com seu cão na floresta tropical selvagem que contorna a casa. Ele acredita que essa figura é a ‘mulher que chora’, que veio para levá-lo embora. Mesmo assustada, ele toma a decisão de entrar na mata para encontrá-la pois acredita que a mulher fantasma precisa de sua ajuda. 

Julia Stockler levou o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante em Longa-Metragem, no Sevilla Indie Film Festival – Cred Olhar Filmes

“A estética visual da produção é marcada por um contexto opressivo, com jogos de claro-escuro e cores não saturadas, que remetem à pintura barroca. A intenção é criar um universo denso e expressivo, que reflita o mundo interior dos personagens”, completa o cineasta, que atuou como roteirista nos filmes “Marighella” (2019), de Wagner Moura, e “O Rio do Desejo” (2022, 46ª Mostra), de Sérgio Machado. 

Ainda fazem parte do elenco, Rosana Stavis, Regina Vogue e Nena Inoue. 

“A Mulher Que Chora” chega aos cinemas no dia 9 de abril. 

Ficha Técnica“A Mulher Que Chora” (Dir. George Walker Torres | Drama | 75’ | Brasil)
Produtora: Grafo Audiovisual
Produção: Antonio Gonçalves Junior e Diogo Capriotti
Produção Executiva: Raiane Rodrigues
Direção: George Walker Torres
Roteiro: George Walker Torres
Direção De Fotografia: Léo Bittencourt
Direção De Arte:  Isabelle Bittencourt
Elenco Principal: Samantha Castillo, Zayan Medeiros, Julia Stockler, Regina Vogue e Rosana Stavis
Montagem: Juliana Guanais
Trilha Sonora Original: Marcos Pantaleoni
Desenho De Som: Felippe Mussel
Distribuição: Olhar Filmes
Classificação: 14 anos. 


Sobre o diretor George Walker Torres: Nascido na Venezuela, vive no Brasil desde 2016. Formou-se em direção pela La Fémis, na França, e em roteiro pelo American Film Institute, nos EUA. Escreveu os roteiros da série “Irmãos Freitas” (2019) e de filmes como “Marighella” (2019), de Wagner Moura, e “O Rio do Desejo” (2022, 46ª Mostra), de Sérgio Machado. Além de trabalhos como diretor em seu país natal, realizou o longa documental “Neojibá – Música que Transforma” (2020), que estreou no Canal Curta e Netflix.

Sobre a Grafo Audiovisual: A Grafo Audiovisual é uma produtora cinematográfica que acredita no poder transformador do cinema. Foi fundada em 2007 com a missão de promover a cultura e impactar a sociedade por meio de histórias que inspiram, emocionam e provocam reflexões, atuando na criação e produção de conteúdos audiovisuais que buscam não apenas entreter, mas também conectar pessoas e ideias. Com uma trajetória marcada pela dedicação à qualidade artística e ao compromisso com a diversidade cultural, a Grafo tem sido reconhecida como uma das principais produtoras de cinema no Brasil. Entre seus projetos de destaque, está o Olhar de Cinema | Festival Internacional de Curitiba, um dos maiores festivais do gênero no país e na América Latina, que desde 2012 vem reunindo cineastas, críticos e espectadores apaixonados pelo cinema independente. Há também o Cinenaguá, um festival focado nos clássicos do cinema, que ocorre na região litorânea do Paraná, iniciado em 2023. Entre as produções realizadas, estão “Deserto Particular”, “Ferrugem”, “Para Minha Amada Morta”, “Jesus Kid”, “Foram os Sussurros que me Mataram”, entre outros. No momento, está finalizando os longas “Nova Éden” e “Horizonte”. 

Sobre a Olhar Filmes – Nascida do desejo de buscar a pluralidade de experiências, visões de mundo e diversidade, a Olhar Filmes busca transpor fronteiras que limitam a ficcionalidade e a realidade, levando as produções a outros olhares, com o objetivo de sensibilizar e provocar reflexão, promovendo filmes que dialogam com a contemporaneidade, a multiplicidade de realidades e narrativas. Os filmes distribuídos pela Olhar já marcaram presença em vários festivais nacionais e internacionais, ganhando prêmios em muitos deles, como Festival de Cannes, Sundance Film Festival, San Sebastian, Festival de Berlim, Festival de Rotterdam, BFI London, Dok Leipzig, Frameline, Indie Lisboa, Festival de Gramado, Mostra São Paulo, Festival do Rio, dentre outros, somando mais de 700 participações e 150 prêmios. Contribuindo para o crescimento do cinema brasileiro, a Olhar Filmes já distribuiu filmes no BRasil e outras partes do mundo, e, recentemente, lançou sua própria plataforma de exibição, a OlharPlay, com catálogo vasto com muitos dos seus pais, além da disponibilidade nas plataformas populares de streaming, Globoplay, Telecine, Netflix, Mubi, Prime Video e Apple TV. Entre os títulos lançados pela Olhar, destacam-se os filmes “Meu Corpo é Político” de Alice Riff; “Nóis por Nóis”, de Aly Muritiba e Jandir Santin; “Os Primeiros Soldados” de Rodrigo de Oliveira; “Alice Júnior” de Gil Baroni;“Meu Nome é Daniel” e “Assexybilidade” de Daniel Gonçalves; “Vento Seco” de Daniel Nolasco; “A Mesma Parte de Um Homem” de Ana Johann; “UÝRA, A Retomada da Floresta” de Juliana Curi; “Rafiki” da diretora queniana Wanuri Kahiu; e “Praia Formosa” de Julia De Simone. Mais informações no site oficial: www.olharfilmes.com.br .

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